domingo, 8 de abril de 2012

Além da influência

Segundo o dicionário Aurélio, a influência possui algumas definições, entre elas: a capacidade que a pessoa tem de interferir no comportamento, no desenvolvimento, na vida de outro e, autoridade intelectual ou moral que a pessoa exerce sobre outra.
É muito comum ouvirmos atualmente nas organizações que devemos liderar pela influência, mas até que ponto uma pessoa pode influenciar outra? Quais são os requesitos necessários para que o outro possa fazer exatamente o que o líder quer e com o resultado esperado?
Para responder essas questões precisamos entender uma das definições citadas acima: "autoridade intelectual ou moral que a pessoa exerce sobre outra" - todos os líderes possuem estas características? Certamente não.
Ter autoridade intelectual é dominar todos (ou boa parte) os assuntos relacionados a área de atuação, ou seja, é navegar com tranquilidade nas mais diversas operações que a empresa ou o mercado demandar, e para isso é preciso preparo, conhecimento de causa com experiências vividas na prática sobre os problemas, desafios e rotinas dos principais fluxos de trabalho, além de entender de gente que é primordial.
Quando falamos em autoridade moral nos faz pensar no papel que a pessoa exerce e os comportamentos apresentados que podem ser validados ou não pela a equipe. Tem muito a ver com assertividade, é a correlação que as pessoas fazem entre aquilo que a pessoa fala e o que faz, além de passar também pela comparação entre o líder que está a sua frente e outros líderes de sucesso da empresa ou do mercado.
Como vemos influenciar pessoas não é uma tarefa fácil, e não é em um cafezinho as 17h quase no término do expediente que a pessoa consegue influenciar outra a fazer algo, isso é coerção, "Manda quem pode, obedece quem tem juízo..." já ouviu falar? ou "Vou fazer por sua causa..." a relação pessoal incorpora a relação profissional, e isto pode-se tornar um grande problema pois todos vão fazer as coisas até o momento em que a amizade durar, ou que "não for pago o cafezinho" na lanchonete, ou seja, da mesma forma que o relacionamento pessoal pode favorecer a relação de influência pode se tornar também uma grande armadilha e um verdadeiro atestado de ineficiência dos profissionais que estão envolvidos.
Não quero com isso dizer aqui que a relação entre as pessoas, principalmente líderes e liderados deve ser fria ou distante, muito pelo contrário, acredito que para que haja sinergia entre as partes, uma das características imprescindíveis para o sucesso é o relacionamento interpessoal, mas, para que haja a verdadeira influência é necessário que se ultrapasse os limiares do relacionamento pessoal e mostre o profissional que é juntamente com a sua entrega.
Todos os grandes líderes da história para conseguir influenciar pessoas tiveram que mostrar os seus resultados, seus feitos, caso contrário não teriam seguidores; nós seguimos alguém por quem temos apreciação, isso é ter autoridade intelectual e moral, é liderar além da influência.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Entenda a linguagem corporativa - Parte II


Vamos ajudar você a entender a linguagem corporativa... Mais alguns conceitos para vocês:
Brainstorming - procedimento utilizado em reuniões para ajudar a equipe a criar o máximo de ideias em um espaço de tempo determinado.
BSC – Balanced Scorecard - Sistema de medição do desempenho e controle
gerencial.
BTB ou B2B - Business-to-Business ou comércio eletrônico entre empresas.
BTC ou B2C - Business-to-Consumer ou comércio eletrônico de empresa para o
consumidor.
Budget - orçamento
CEO - Chief Executiver Officer - Diretor Executivo/Superintendente da Empresa - Controller
CFO - Chief Financial Officer - Diretor de Finanças.
CKO - Chief Knowledge Officer - É o Gestor/ Diretor do capital intelectual da companhia.
Coach - facilitador; profissional que realiza o coaching, instrutor; consultor que auxilia o coachee na descoberta das suas capacidades, oportunidades e resoluções das mais diversas situações.
Coachee – pessoa que participa do coaching.
Coaching – processo onde o coach auxiliar o coachee na descoberta de suas capacidades, oportunidades e resoluções de problemas nas mais diversas áreas tais como profissional, pessoal, saúde, carreira, etc. Serve para promover mudança de comportamento e atingir novos resultados.
Core Business - relativo ao próprio negócio ou especialidade no negócio que faz.
Cultura organizacional - formada pelos valores éticos e morais, princípios, crenças, políticas internas e externas, sistemas, e clima organizacional de uma empresa. São “regras” que todos os membros dessa organização devem seguir e adotar como diretrizes e premissas para guiar seu trabalho.
Market Share - participação no mercado.
Outsourcing - tendência de comprar fora (terceiros) tudo o que não fizer parte do negócio principal de uma empresa; termo utilizado também para se referir a subcontratação de serviços.
Supply Chain Management - Gerenciamento da cadeia de abastecimento.
Em breve tem mais...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Lidando com a frustração


Atualmente percebe-se que o ser humano tem um grande desafio à superar: o de lidar com as frustrações. Vivemos em um mundo que tudo está ao alcance das mãos rapidamente, não se permitindo passar por todas as etapas inclusive a fase "do fazer", por exemplo, antes se você tivesse vontade de comer uma fruta, você teria que esperar a época da fruta para comê-la, hoje em dia você consegue comê-la em qualquer que seja a estação, se você está com fome, é só ir ao drive-in de um fast-food mais próximo e não precisa nem descer do carro, se tiver vontade de fazer alguma coisa às 3h da madrugada, você encontra várias opções de entretenimento nos grandes centros, o colaborador entra na empresa hoje e em poucos meses já quer ser promovido, entre outros exemplos que vemos no dia-a-dia, ou seja, vivemos no mundo do imediatismo.
Desde que nascemos somos colocados frente à situações onde temos que dar tempo ao tempo para que se resolva todas as situações, quando éramos apenas um feto vivíamos em um ambiente quentinho, tinhamos alimentação, conforto, tudo que um bebê precisa para sobreviver, porém à partir do nascimento, o bebê enfrenta um dos seus maiores desafios: o de nascer, agora tendo que respirar sozinho, enfrenta a mudança de temperatura, é retirado do seu habitat, puxa daqui e dali, e se não chorar ainda leva umas "palmadas" quando chega ao mundo, e, com o passar dos dias o bebê se acostuma com o novo mundo, e dia após dia se desenvolve. Este é um belo exemplo de como lidar com a frutração, é preciso tempo.
A grande questão é: Estamos preparados para lidar com as atuais frustrações?
A verdade é que pulamos etapas na vida, se formos pegar o caso da fruta não houve o processo de plantar, regar, cuidar, desenvolver e colher, simplesmente eu quero, eu como, e pronto. Este é o problema! Não se constrói um edifício pelo topo, mas pela base, e indo mais além podemos dizer que começa no planejamento da obra, na planta, e cada tijolo deve ser erguido ao seu tempo, à partir do momento que a base inferior esteja forte e capaz de sustentar o maior peso que está por vir.
E pergunto: Precisamos de resultados imediatos? Claro. Mas é necessário que não se queime etapas no meio do caminho, caso contrário este resultado não será sustentável, e teremos que retornar à etapas anteriores.
A melhor maneira de lidar com a frustração é compará-la ao o ato de degustar uma mexerica. Ao degustá-la, diferente de uma laranja, não é simplesmente descascar, cortar e degustar, a maioria das pessoas descascam, limpam os fiapos, retiram os caroços, degustam gomo a gomo, sabe qual gomo está doce ou amargo, etc. Vemos aqui que a degustação é feita por partes, e é exatamente isso que precisa acontecer ao lidar com as frustrações! Vamos por parte, ao seu tempo e sem "cabeça quente" tudo se resolve e em qualquer situação.
Enfrentamos frustrações em todos os aspectos da vida, sejam profissionais ou pessoais, porém a forma como lidamos com elas é que vai nos diferenciar, pois cada um tem as suas expectativas, sonhos, limitações, criação e formas de ver o mundo diferentes. O importante é sabermos degustar a mexirica!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


Fim de mais um ano, é hora de reflexão sobre tudo aquilo que fizemos no ano que passou, todos os acontecimentos, e quais são as nossas intenções para o ano que se aproxima...
E espero que neste novo ano, você tenha:
- Muito mais paz;
- Muito mais prosperidade;
- Muito mais amizades;
- Muito mais conquistas
e que seja...
Muito mais feliz!!!

domingo, 25 de setembro de 2011

Não é preciso usar a força para liderar


Um viajante caminhava pela estrada, quando deu com um pequeno rio que corria tímido por entre as pedras. Continuou andando e seguindo o curso do rio, quando notou que ele ia ganhando volume e se tornando um rio maior. Bem mais adiante, o viajante viu o pequeno rio dividir-se em cachoeiras, num verdadeiro espetáculo de águas. O cenário atraiu o viajante e ele foi descendo pelas pedras, ladeando uma das cachoeiras. Descobriu então, uma gruta, onde a natureza criara, com paciência, belíssimas formas. Ali encontrou uma placa. Alguém estivera lá antes dele. Com a lanterna, iluminou as palavras inscritas. Eram versos do poeta e filósofo hindu Tagore, prêmio Nobel de literatura em 1913. Ele dizia: "Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água com sua doçura, sua dança e sua constância. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade e o equilíbrio consegue esculpir"
Assim também ocorre nas empresas. Existem líderes que explodem por qualquer coisa e que só sabem agir com gritos e estardalhaço, principalmente se não conseguem vender as suas ideias para a equipe. E há os líderes suaves, equilibrados, que sabem dosar a energia e que, por isso, tudo conseguem. São criaturas que não falam muito, mas agem bastante. Quando se tem conhecimento e capacidade de liderar pessoas, a força é desnecessária.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Equilíbrio emocional


O mercado diz e estudos comprovam que uma das habilidades mais importantes que uma pessoa de sucesso deve ter é o equilíbrio emocional. E, erroneamente algumas pessoas pensam que ter equilíbrio emocional é apenas saber passar por alguma situação de cabeça erguida, ou enfrentar as adversidades de frente; o que é realmente importante, mas não é tudo!

De nada adiantará a pessoa estar de cabeça erguida diante de uma situação difícil se ela não tiver também a consciência e a atitude de fazer o melhor que ela puder para superar essa fase. E pergunto: "O que é o melhor?", "O que é o melhor para você?", "O melhor para você é o melhor para resolver o problema, ou apenas apagar um incêndio?", "O melhor para você é o melhor para a sua equipe? Para a sua família? Para a sua empresa?"

Muitas pessoas em seu egocentrismo acabam cometendo erros gravíssimos em considerar somente o que pensam e fazem, esquecendo que vivemos com milhões de pessoas neste mundo, no país, na região, e por menor que seja a escala, com certeza há no mínimo mais uma pessoa com quem tenhamos que dividir uma opinião sobre algum determinado assunto. Vivemos em sociedade, as opiniões divergem entre as pessoas, e precisamos respeitar as opiniões por mais diferentes que sejam, independente de onde estivermos, na família, escola, universidade, trabalho, etc., já diz o ditado que toda unanimidade é burra, e se não há discussão, e a divergência de opiniões, não há pensamento crítico, não há desenvolvimento, é um desrespeito com a individualidade e com o coletivo, comete-se muitos erros; e, é nesse momento em que devemos controlar as emoções para administrar a situação, porque posso não concordar com a opinião do meu colega, mas tenho que respeitá-la, preciso ouvir, entender, ter empatia, caso contrário me torno um "senhor da razão", e não há verdade absoluta, não somos o dono da verdade, muitas "verdades" do passado hoje não existem mais, o que hoje é de um jeito amanhã pode ser de outro jeito completamente diferente, é lei da vida, isso é evolução.

De que forma temos lidado com as nossas emoções? Como está o nosso relacionamento com as pessoas que nos cercam? Como temos lidado com as nossas opiniões e a dos outros?

Quando realmente tivermos a habilidade de ouvir, entender e respeitar as diversidades aí estamos praticando o equilíbrio emocional. Reflita...

sábado, 23 de julho de 2011

Pessoas - a maior solução ou o maior problema?




Atualmente, vemos muitos líderes "coçando a cabeça" para resolver problemas nas empresas que muitas vezes poderiam ser evitados se as pessoas deixassem de lado "o jogo da vaidade".


A grande maioria dos problemas que vemos nas empresas hoje não são de ordem técnica e sim pessoal, de relacionamento, e o tempo gasto para resolvê-los é infelizmente, muito alto.


É o fulano que não vai com a cara do outro ou sente inveja e por isso boicota o serviço ou as solicitações, é o ciclano que acha que é o "rei da cocada preta" e pode fazer o que quiser, quando quiser e como quiser, é o beltrano que manda mas não manda coisa nenhuma e fica na politicagem o dia inteiro, é o grego que falou mal do fulano, o troiano que sempre quer comprar a briga do outro e não tem nada a ver com o assunto, e haja paciência, energia e equilíbrio para resolver tudo isso; sem contar a grande platéia de funcionários que ficam assistindo tudo isso e criticando, aplaudindo, cobrando alguma atitude, e vendo rios de dinheiro indo pelo ralo...


As pessoas podem ser a maior solução, por que em toda empresa, por menor ou maior que seja, e em qualquer ramo, são elas que trazem o resultado. Agora, como gerenciar esse emaranhado de problemas?


Atitude. Todos o grandes líderes do mundo eram pessoas de atitude, independente da situação é a sua atitude enquanto líder é que fará a diferença para resolução dos problemas; o líder pode ter na equipe pessoas que não vão com a sua cara ou ele mesmo não ir com a cara de alguém, mas a atitude profissional deve prevalecer, sendo imparcial, honesto, e coerente; pode haver pessoas que queiram fazer o que quer, a hora que quer e como quer, porém o bom líder deve saber situar essa pessoa para o que ela pode e deve fazer, o bom líder influencia para todos os lados, ou seja, os seus liderados, os seus pares e também os seus superiores, tarefa que não é fácil, mas é sua atribuição, e por isso está lá. O bom líder deve identificar quem são os multiplicadores que influenciam a equipe inteira e tê-los do seu lado para multiplicar as boas práticas e assim, a platéia que assiste todas essas situações enxergue nele a verdadeira liderança, senso de justica e coerência.


Se você quer que as pessoas sejam a solução do seu negócio você deve colocá-las em primeiro lugar na sua lista de prioridades, integrar, treinar, entender, desenvolver, acompanhar, cobrar, elogiar, e, reparou que tudo isso é atitude?


As pessoas podem ser a maior solução ou o maior problema do seu negócio, depende da atitude que você tem diante das situações.